Resumo: O jogo é apenas um "Run and gun" com armas lasers e sem nenhuma curva de aprendizagem. O "Estamos de volta" foi apenas um delírio do Reddit pra farmar vendas pra EA/DICE. 1. Armas Todas as armas estão desbalanceadas e não possuem uma identidade clara, como nos títulos antigos. Aqui, SMGs são melhores que ARs até a média distância. Rifles de Sniper sequer fazem uso dos mildots para compensar a queda das balas, existe até gadget para compensar a distância automaticamente sem exigir aprendizado algum do jogador. Dá pra ver que as armas foram desenvolvidas pensando nas mecânicas e jogadores do COD e nada com base no que é Battlefield. Posso falar isso com convicção porque aproveitei o acesso ao Black Ops 6 que a Activision ofereceu por alguns dias. 2. Mapas Simplesmente não são bons. Você pode avançar uma posição e 5 segundos depois já tem um cara te matando pelas costas e você fica "ué, mas eu ACABEI de vir de lá e não tinha ninguém". Dos 9 mapas do lançamento eu só jogo 2, nem Operation Firestorm parece o mapa dos BFs anteriores. O mais engraçado é dá pra abrir o mesmo mapa no BF3 ou 4 hoje e comparar, já que esses jogos ainda possuem jogadores, o que anula a argumentacao do "rose tinted glasses" que os desenvolvedores da DICE usam pra descredibilizar os jogadores. Os mapas também são bem curtos, dá pra ver que aqui também há influência do COD. Nem as destruições são tão interessantes assim. 3. Conclusao Acho que as únicas coisas boas a se falar no momento são os gráficos, que deram uma boa melhorada, a ambientação é de um Battlefield e é isso. Na prática o jogo é um COD 2019 com nome de Battlefield.
Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.